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【共有】その後の現状、政府とレナモの対話を求める市民社会

急ぎ共有しておきます。

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ナンプーラで警察がレナモの「攻撃」を偽造、発砲の正当化のため
(2名死亡)
Em Nampula
Polícia forja “ataque” da Renamo para justificar fuzilamentos

Canal Moz numero 1107 | Maputo, Sexta-Feira 13 de Dezembro de 2013
Nampula (Canalmoz) – Três indivíduos,
supostamente homens armados
da Renamo, foram vítimas
de uma execução sumária, na madrugada
do dia 05 de Dezembro
corrente, perpetrada pelos agentes
da Força de Intervenção Rápida
(FIR), nas matas do povoado de
Nthipueh, distrito de Murrupula, a
70 quilómetros da cidade Nampula.
Domingos Talapua, um dos sobreviventes
da operação macabra,
contou à Imprensa que foram recolhidos
para as celas do Comando
da Polícia da República de Moçambique
(PRM) em Nampula, na
manhã de terça-feira, após terem
sido surpreendidos por um grupo
de membros do policiamento comunitário,
em Mogovolas, a praticar
caça furtiva. Talapua só escapou
porque fingiu que estava morto após
ter sido atingido no pé e nas costas.
A Polícia da República de Moçambique
(PRM) em Nampula
justifica o fuzilamento de dois cidadãos
inocentes como sendo
resposta a um alegado ataque de
supostos homens armados da Renamo
às Forças de Defesa e Segurança
(FDS no distrito de Murrupula.
Instado pela Imprensa, Miguel
Bartolomeu, porta-voz da corporação
no Comando Provincial de
Nampula, contou uma história nova
e disse que os homens fuzilados pelas
Forças de Defesa e Segurança
vandalizaram infra-estruturas públicas
na localidade de Mutholo e
apoderaram-se de bens públicos.
Nesta versão, conta Miguel Bartolomeu
que a Polícia viu-se forçada
a enviar uma unidade para o
local que a sua chegada foi recebida
com o tiroteio, ao que em respostas “eles também reagiram”.
A fonte não confirma o registo
de óbitos no local e nem
de feridos por parte das Forças
de Defesa e Segurança.
Todavia, a PRM diz ter recuperado
uma arma de guerra e dois carregadores,
mas como é hábito em
casos desta natureza a corporação
exibe o material à Imprensa, facto
que não aconteceu desta vez.
“É tudo mentira”
O Canalmoz deslocou-se à região
de Nthipueh e a versão
contada pelos líderes tradicionais
locais é completamente diferente
da versão da Polícia.
As fontes pediram o anonimato
por temerem represália.
Segundo o Canalmoz apurou,
“a Polícia trouxe três senhores
num carro e quando chegou
cá começaram a disparar contra
eles e depois foram-se embora”.
Denunciaram que nenhuma
infra-estrutura pública foi vandalizada
e os homens, em que um
escapou, não são da região, o
que pressupõe que foram trazidos
pela Polícia. (Aunício da Silva)


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人権リーグは(このままでは)道に出ると主張
~政府とレナモの間で対話がないことについての抗議~

Savana 13-12-2013
Liga dos Direitos Humanos ameaça sair à rua
…para protestar contra o não avanço do diálogo entre o Governo e a Renamo

Por Argunaldo Nhampossa

Enquanto as delegações
do Governo e da Renamo
não retomam as
negociações para colocarem
ponto final à tensão politico-
militar que se vive no país,
a presidente da Liga moçambicana
dos Direitos Humanos
(LDH), Alice Mabota, promete
mobilizar uma vez mais o povo
para uma manifestação pacífica
à escala nacional, como forma de
pressionar as duas partes a resolver
esta situação de incertezas e
que coloca em causa os direitos
humanos.
A falta de consensos quanto a
entrada ou não dos mediadores
nas negociações entre Governo
e Renamo está a barrar o reatamento
dos encontros desde a sua
paralização no mês de Outubro.
Assim, assiste-se a um novo modus
operandi, no qual o Governo
faz a sua conferência de imprensa
no Centro Internacional de
Conferências Joaquim Chissano
acusando a Renamo de não
querer dialogar e o partido de
Afonso Dhlakama faz o mesmo
na sua sede nacional.
José Pacheco, chefe da delegação
governamental, defendeu esta
segunda-feira que assuntos domésticos
têm que ser tratados ao
nível doméstico pelos moçambicanos,
pelo que apenas devem
intervir observadores nacionais.
Por seu turno, Saimone Macuiana,
chefe da delegação da
Renamo, reiterou que o retorno
à mesa negocial só poderá ser
possível mediante a resposta da
carta endereçada ao Presidente
da República, Armando Guebuza,
na qual exige a presença
dos observadores nacionais e facilitadores
estrangeiros, como a
única alternativa para o alcance
de consenso que foge desde o arranque
das negociações.
A Renamo propôs ainda que
fossem realizadas duas rondas
semanais de modo que este assunto
seja ultrapassado para que
os moçambicanos passem as festas
do natal e fim de ano com
garantias da paz.
Mais uma manifestação
􀁓a􀁆􀁴􀃀􀁆a
Depois de uma apreciação positiva
às manifestações pacíficas
que tiveram lugar nas cidades
de Maputo, Beira, Quelimane e
Nampula como sinal de repúdio
aos raptos, que culminaram com
a morte de um menor na cidade
da Beira, a presidente da LDH,
Alice Mabota, promete levar a
cabo mais uma onda de manifestações
e desta vez à escala nacional
como forma de contestar
a maneira como as negociações
entre o Governo e Renamo estão
Mabota aponta que é preciso
que o povo pressione as duas
partes com acções claras para
que levem o diálogo de forma
séria para que a paz seja uma realidade
no país.
Mais ainda, destaca que é preciso
diferenciar questões políticas
com as de Estado. A paz e
o bem estar dos moçambicanos
são questões de estado, pelo que
o povo estará a exigir ao Presidente
da República o que tem
de direito e pelo facto de ser o
mesmo povo que o elegeu.
Segundo Mabota, não existe um
jogo sem árbitro e nem assistentes,
o que significa que há necessidade
de haver mediadores no
diálogo e a sociedade civil também
deve ser parte integrante.
“É altura do Governo dizer que
a paz interessa aos moçambicanos
e abrir um concurso público
com os respectivos critérios de
avaliação para eleição de personalidades
da sociedade civil para
representar os interesses do povo
no diálogo”, disse.
Governo tem agenda
obscura
O presidente do Partido para
Paz e Desenvolvimento (PDD),
Raúl Domingos, que foi um dos
principais protagonistas da assinatura
do Acordo Geral de Paz,
diz estar indignado com o rumo
que o país está a tomar de retorno
à guerra por falta de consensos
nas negociações entre o Governo
e a Renamo.
“Tenho um encontro agendado
para breve com o Presidente da
República para discutirmos a
manutenção da paz no país” disse,
tendo acrescentado que em
paralelo está a levar a cabo encontros
com outras personalidades
que estiveram envolvidas nas
negociações de Roma, porque o
povo não quer retornar ao sofrimento
21 anos depois.
Domingos considera que há falta
de vontade política para que o
diálogo entre as duas delegações
tenha o sucesso desejado.
O presidente do PDD avança
que isto é sinal de que o Governo
tem uma agenda obscura que
não seja paz, reconciliação e desenvolvimento
e que ainda não
quer rever. Isto porque desde o
início do diálogo a Renamo já
exigia a presença de mediadores,
passadas 24 rondas o Governo
vem admitir a possibilidade de
inclusão de mediadores nacionais
apenas.
“Acho estranho e ambíguo que
o Governo não queira mediadores
estrangeiros, enquanto ao
mesmo tempo há envolvimento
de tropas estrangeiras nas operações
de Gorongosa”, disse Domingos.
Noutra vertente, o presidente do
PDD disse que os resultados das
Liga dos Direitos Humanos ameaça sair à rua
…para protestar contra o não avanço do diálogo entre o Governo e a Renamo
Por Argunaldo Nhampossa
eleições autárquicas provaram
mais do que nunca a pertinência
da paridade nos órgãos eleitorais.
Para Domingos, a Renamo agiu
bem em não participar nas eleições
autárquicas, pois era força
política mais visível a reclamar
falta de transparência nos processos
eleitorais.
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Author:MozambiqueKaihatsu
「モザンビーク開発を考える市民の会」の公式サイトへようこそ!本サイトでは、モザンビークの草の根の人びとの側に立った現地・日本・世界の情報共有を行っています。特に、現地住民に他大な影響を及ぼす日本のODA農業開発事業「プロサバンナ」や投資「鉱物資源開発」に注目しつつ、モデルとされるブラジル・セラード開発についての議論も紹介。国際的な食・農・土地を巡る動きも追っています。

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