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「プロサバンナ〜フィリプ・ニュシ大統領が日本に持って行った『靴の中の石』」

「プロサバンナ〜フィリプ・ニュシ大統領が日本に持って行った『靴の中の石』」

ついにこの問題に国際メディアが注目し始めています。
昨日(2017年3月13日)、ドイツ国際放送(ポルトガル語版)で放送されたインタビューが届きました。
ポルトガル語なので記事についてGoolge訳を貼付けます。
素晴らしくinformativeなインタビューです。
ぜひ音声を聞いていただければと思います。

1)今回のモザンビーク大統領や農業大臣来日の問題
2)市民社会のJICAによる分断の問題
3)3月14日に首都で開催される「ワークショップ」の問題
*この「ワークショップ」については以下の関連情報をご覧下さい:
http://mozambiquekaihatsu.blog.fc2.com/blog-entry-242.html
4) JICAが現地NGOとコンサルタント契約したことの問題
*この契約については
http://mozambiquekaihatsu.blog.fc2.com/blog-entry-241.html
5)プロサバンナにおけるブラジル政府の静けさの背景

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http://www.dw.com/pt-002/prosavana-a-pedra-no-sapato-que-filipe-nyusi-leva-para-o-jap%C3%A3o/a-37921285
Mozambique
ProSavana, the "stone in the shoe" that Filipe Nyusi takes to Japan

The President of Mozambique is visiting Japan and, among other things, carries in his luggage "a headache": the ProSavana. Maputo does not measure efforts to implement the agricultural project and civil society to stop it.

Filipe Nyusi travels at the invitation of the Japanese Prime Minister, Shinzo Abe. The four-day official visit aims at strengthening friendship and cooperation relations between Mozambique and Japan, according to the Mozambican Presidency. The Statesman is accompanied by an entourage composed of several ministers and vice ministers. New partnerships may be in sight in several areas, with emphasis on the gas sector.

Meanwhile, there is the ProSavana agricultural project, which involves Japan and Brazil and provides for the development of industrialized agriculture on 700,000 hectares of land, mainly in northern Mozambique. But the project has caused much controversy in Mozambique. Among several reasons, he is challenged for allegedly harming the environment and pushing the peasants to marginal lands.

DW Africa talked about expectations about ProSavana as part of Nyusi's visit to the Coordinator of the Academic Action for the Development of Rural Communities (ADECRU) and member of the No to ProSavana Campaign, Jeremias Vunjanhe.

DW Africa: President Filipe Nyusi is visiting Japan at a time when the ProSavana project, also financed by Japan, is in unclear waters. Are you expecting a new direction for the project with this visit?

Jeremias Vunjanhe (JV): In principle, yes, for what is the official position. The visit comes after the Mozambican government has sent two delegations: the first one last year, led by the deputy minister of agriculture, and the second earlier this year, led by the deputy minister of foreign affairs. This means that all the failed attempts to unblock financing for the advancement of ProSavana, especially in its component of the master plan, are believed to happen at the moment with the visit of the President of the Republic, which among other things will obviously address the issues ProSavana, Misui, the probable entry into gas production in the Rovuma Basin and also in relation to the Nacala Corridor strategy development project, which has been seen as a major economic driver, especially in that region.
DW Africa: This is a state visit, where the President is accompanied by several ministers and vice ministers. There is no mention in the press of civil society representatives involved in ProSavana in its entourage. In the moment of dialogue and reaching agreements, can the absence of such a voice be even more punishing for the country?

JV: This exclusion from civil society is a reflection of what has happened in Mozambique. I believe that the Government of Mozambique has been consistent with its own strategy of not wanting to dialogue with organizations and citizens who do not take the position of the Government. I think that on this trip to Japan there may be some members of the Civil Society Coordination Mechanism of the Nacala Corridor. But if it is confirmed that there is no member of civil society linked to the Campaign No to ProSavana, then it means that the Government insists on maintaining its strategy of not having an internal dialogue, but at the same time trying to pass a [good] Image at the international level.

DW Africa: In the midst of challenging ProSavana, two factions or wings have emerged, which it has already mentioned before: the Civil Society Coordination Mechanism of the Nacala Corridor and the No to ProSavana Campaign. Does the lack of a single position on the part of Mozambican civil society undermine the fight against ProSavana?

JV: In principle, I do not think so. And I do not think it's a faction, I think it's a process of enticing and co-opting a part of the civil society organizations that were part of the Campaign No to ProSavana. That is to say, proponents of ProSavana, Brazil, Mozambique and, above all, Japan, through the International Agency for International Cooperation, have been able to enlist a significant part of the organizations that were part of the Campaign No to ProSavana, located in the Nacala Corridor, providing resources Including hiring civil society organizations to lead these organizations to lead the entire ProSavana outreach component of the community master plan discussion.
Moçambique

ProSavana, a "pedra no sapato" que Filipe Nyusi leva para o Japão

O Presidente de Moçambique está de visita ao Japão e, entre outras coisas, leva na bagagem "uma dor de cabeça": o ProSavana. Maputo não mede esforços para concretizar o projeto agrícola e a sociedade civil para o parar.
http://www.dw.com/pt-002/prosavana-a-pedra-no-sapato-que-filipe-nyusi-leva-para-o-jap%C3%A3o/a-37921285

Filipe Nyusi viaja a convite do primeiro-ministro nipónico, Shinzo Abe. A visita oficial de quatro dias visa o reforço da amizade e das relações de cooperação entre Moçambique e o Japão, segundo a Presidência moçambicana. O Estadista faz-se acompanhar por uma comitiva composta por vários ministros e vice-ministros. Parcerias novas podem estar em vista em diversas áeras, com destaque para o setor do gás.
Entretanto, há o projeto agrícola ProSavana, que envolve o Japão e o Brasil e prevê o desenvolvimento de uma agricultura industrializada em 700 mil hectares de terras, principalmente no norte de Moçambique. Mas o projeto tem causado muita polémica em Moçambique. Entre vários motivos, ele é contestado por supostamente prejudicar o meio ambiente e empurrar os camponeses para terras marginais.
A DW África conversou sobre as expetativas em relação ao ProSavana no âmbito da visita de Nyusi com o coordenador da Ação Académica para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais (ADECRU) e membro da Campanha Não ao ProSavana, Jeremias Vunjanhe.
DW África: O Presidente Filipe Nyusi está de visita ao Japão num momento em que o projeto ProSavana, financiado também pelo Japão, está em águas pouco claras. Espera-se um novo rumo para o projeto com esta visita?
Jeremias Vunjanhe (JV): Em princípio, sim, por aquilo que é a posição oficial. A visita acontece depois do Governo de Moçambique ter enviado duas delegações: a primeira nos finais do ano passado, chefiada pela vice-ministra da Agricultura, e a segunda no início deste ano, chefiada pela vice-ministra dos Negócios Estrangeiros. Isso quer dizer que todas as tentativas fracassadas de desbloquear o financimento para o avanço do ProSavana, sobretudo na sua componente do plano diretor, acredita-se que aconteça neste momento com a visita do Presidente da República, que entre outras coisas obviamente irá tratar das questões do ProSavana, da Misui, da provável entrada na produção de gás na Bacia do Rovuma e também em relação ao projeto de desenvolvimentos das estratégias do Corredor de Nacala, que tem sido visto com um grande impulsionador económico, sobretudo daquela região.

Áreas do norte de Moçambique concedidas ao ProSavana
DW África: Trata-se de uma visita de Estado, em que o Presidente está acompanhado de vários ministros e vice-ministros. Não há menção na imprensa de representantes da sociedade civil envolvidos no ProSavana na sua comitiva. No momento de diálogo e de alcance de acordos, a ausência dessa voz pode ser ainda mais penalizadora para o país?
JV: Esta exclusão da sociedade civil é o reflexo do que tem acontecido em Moçambique. Penso que o Governo de Moçambique tem estado a ser coerente com a sua própria estratégia de não querer dialogar com organizações e cidadãos que não assumem a posição do Governo. Penso que nesta ida ao Japão poderão estar alguns membros do Mecanismo de Coordenação da Sociedade Civil do Corredor de Nacala. Mas se se vier a confirmar que não há nenhum membro da sociedade civil ligado à Campanha Não ao ProSavana, então significa que o Governo insiste em manter a sua estratégia de não ter diálogo a nível interno, mas ao mesmo tempo tentar passar uma [boa] imagem ao nível internacional.
DW África: No meio da contestação ao ProSavana, surgiram entretanto duas fações ou alas, que até já fez menção a elas anteriormente: o Mecanismo de Coordenação da Sociedade Civil do Corredor de Nacala e a Campanha Não ao ProSavana. A falta de uma posição única por parte da sociedade civil moçambicana não vem minar a luta contra o ProSavana?
JV: Em princípio, acredito que não. E penso que não se trataria de uma facção, penso que se trata sim de um processo de aliciamento e cooptação de uma parte das organizações da sociedade civil que faziam parte da Campanha Não ao ProSavana. Quero dizer, os proponentes do ProSavana, o Brasil, Moçambique e sobretudo o Japão, através da Agência Internacional para a Cooperação Internacional, consequiram aliciar uma parte significativa das organizações que faziam parte da Campanha Não ao ProSavana, sediadas no Corredor de Nacala, fornecendo recursos financeiros, inclusive contratando organizações da sociedade civil para que sejam essas organizações a liderar toda a componente de divulgação do ProSavana de discussão do plano diretor nas comunidades.
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「モザンビーク開発を考える市民の会」の公式サイトへようこそ!本サイトでは、モザンビークの草の根の人びとの側に立った現地・日本・世界の情報共有を行っています。特に、現地住民に他大な影響を及ぼす日本のODA農業開発事業「プロサバンナ」や投資「鉱物資源開発」に注目しつつ、モデルとされるブラジル・セラード開発についての議論も紹介。国際的な食・農・土地を巡る動きも追っています。

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